Monday, June 29, 2009

II Festival Paulínia de Cinema

II Festival Paulínia de Cinema
A Comissão organizadora do Festival Paulínia de Cinema, formada pelo Secretário de Cultura Emerson Alves, pelo crítico de cinema Rubens Ewald Filho e pelo produtor Ivan Melo, divulgou ontem dia 25 de junho, os filmes selecionados para a segunda edição do evento que acontece no período de 09 a 16 de julho de 2009.

A Seleção Oficial do II Festival Paulínia de Cinema vai exibir um total de 26 filmes sendo 12 longas (seis de ficção e seis documentários) e 12 filmes de curta-metragem, sendo seis deles da região do Polo Cinematográfico de Paulínia.

O Festival recebeu um total de 221 inscrições, sendo 26 longas de ficção, 32 documentários em longa metragem, 127 curtas nacionais e ainda 36 curtas regionais.

Longas de ficção

1 – O Contador de histórias, de Luiz Villaça - SP
2 – Destino, de Moacyr Góes - RJ
3 – Enquanto Dura o Amor, de Roberto Moreira - SP
4 – No Meu Lugar, de Eduardo Valente -RJ
5 – Olhos azuis, de José Joffily - RJ
6 – Antes que o mundo Acabe, de Ana Luiza Azevedo - RS

Documentários

1 – Caro Francis, de Nelson Hoineff - RJ
2 – Mamonas o Doc., de Claudio Kans - SP
3 – Sentido à Flor da Pele, de Evaldo Mocarzel - SP
4 – Moscou, de Eduardo Coutinho - RJ
5 – Só Dez Por Cento é Mentira, de Pedro César - RJ
6 – Herbert de Perto, de Roberto Berliner e Pedro Bronz - RJ

Curtas brasileiros

1 – Vida Vertiginosa, de Luiz Carlos Lacerda - RJ
2 – Relicário, de Rafael Gomes - SP
3 – Doce Amargo, de Rafael Primot -SP
4 – Milímetros, de Erico Rassi - SP
5 – Nessa Data Querida, de Julia Rezende - RJ
6 – Timing, de Amir Admoni - SP

Curtas Regionais

1 – Morte Corporation, de Léo de Castillo
2 – Prós e Contras, de Pedro Struchi
3 – Quem Será Katlyn?, de Caue Nunes
4 – Spectaculum, de Julliano Lucas
5 – A Máquina do Tempo, de Marcos Craveiro
6 – Capoeira, de Matheus Oliveira

Mostra Paralela

1 – A Mulher Invisível, de Claudio Torres
2 – Divã, de José Alvarenga Jr.
3 – O Menino da Porteira, de Jeremias Moreira
4 – Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas
5 – Ensaio Sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles
6 – Se eu Fosse Você 2, de Daniel Filho

Saturday, June 27, 2009

Não adianta chutar no Enem

Será que isso funciona mesmo?


Fovest O Ministério da Educação adverte: não adianta chutar no Enem. Será possível identificar, com base no padrão das respostas de cada candidato, quem acertou aleatoriamente uma determinada questão.

Mais: no cálculo da nota, o peso atribuído ao acerto do "chutador" será inferior ao dos que responderam de modo correto por dominar o tema.

O sistema antichute é uma das características da TRI (Teoria de Resposta ao Item), adotada no novo Enem. Criado para substituir o vestibular nas universidades federais, o exame ocorre em 3 e 4 de outubro.

Com a TRI, as perguntas são "inteligentes" --sabe-se o perfil de quem acerta com maior probabilidade as mais fáceis, as intermediárias e as difíceis.

Isso ocorre graças a um banco com milhares de respostas de alunos que atualmente testam as questões do Enem. Além de estabelecer padrões de resposta, o teste também seleciona quais serão as 180 questões que comporão o Enem.

Participam dessa etapa estudantes do segundo ano do ensino médio e universitários primeiranistas. Os alunos do terceiro ano do ensino médio, público-alvo do Enem, ficaram de fora --para não terem acesso a uma pergunta que possam encontrar no exame.

É o padrão das milhares de respostas que revela o chute. Estatisticamente, quem erra questões mais fáceis não acerta as difíceis. Do mesmo modo, os que acertam as mais complexas não erram nas simples.

"É assim que a TRI permite identificar prováveis chutes na hora de calcular a nota do estudante", diz Heliton Tavares, diretor de Avaliação da Educação Básica do Inep (órgão do MEC responsável pelo Enem).

O segredo: coerência

Com um mecanismo que detecta respostas fora do padrão, qual o segredo para ir bem em uma prova como a do Enem? Ter um índice de acertos equilibrado e "coerente", diz Tadeu da Ponte, coordenador do vestibular do Insper (ex-Ibmec-SP). A instituição adotou pela primeira vez a TRI no vestibular de 31 de maio. A vantagem, segundo ele: maior precisão para escolher candidatos --e um vestibular com um número menor de perguntas.

Acertos

Também em razão da TRI, a prova do Enem não será avaliada pelo percentual de acertos, como em um vestibular convencional. Embora também leve em conta quem acerta mais, o exame atribui um peso a cada pergunta ou grupo delas --assim, responder de modo correto oito em dez questões não representa 80% na nota final.

Tavares usa o esporte para comparar os dois mecanismos: o vestibular clássico é o futebol, em que fazer gol vale um; o Enem, o basquete --em que é possível, a depender da distância, fazer dois ou três pontos.

O resultado será específico para cada tema (português, matemática, ciências da natureza e ciências humanas). Não haverá nota, mas sim uma pontuação que, em uma escala, definirá o grau de habilidades e conhecimentos do aluno. O mais provável é que a escala vá de 100 a 500 pontos, diz o Inep.

Sobre a divisão de questões, diz o diretor do Inep, é provável que o exame tenha 25% de fáceis, 50% de intermediárias e 25% de difíceis.

Há necessidade de perguntas mais simples porque o Enem não será usado apenas como vestibular das federais. Servirá também para avaliar o conhecimento dos alunos que deixam o ensino médio, para aqueles que fizeram o antigo supletivo e para quem quer entrar no ProUni -programa que dá bolsas para alunos de baixa renda em universidades particulares.

Mônica Bergamo: Lula deve desembolsar R$ 150 mil por ter xingado prefeito

Hoje na FolhaCondenado por calúnia, o presidente Lula deve desembolsar, até o fim do ano, cerca de R$ 150 mil por ter xingado, em 2001, o então prefeito de Campinas, Francisco Amaral, informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada nesta sexta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Na ocasião, Lula disse que os governantes tinham "assaltado" a cidade. Segundo a coluna, como já foi condenado em três instâncias, os advogados dele tentam agora ao menos reduzir o valor da indenização.

O julgamento, no STJ (Superior Tribunal de Justiça), foi marcado para o dia 4 de agosto.

A coluna informa que o prejuízo vai doer, já que na última declaração pública em que informa seu patrimônio ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em 2006, Lula tinha R$ 474 mil depositados em bancos.
Negros fumantes têm cinco vezes mais risco de câncer


A população negra brasileira que fuma tem até 5,21 vezes mais riscos de desenvolver câncer de pulmão do que os brancos fumantes. A constatação é de uma pesquisa realizada pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), que foi apresentada no Congresso Europeu de Pneumologia.

O câncer de pulmão é considerado o de maior mortalidade no mundo. Cerca de 90% dos casos estão relacionados ao consumo excessivo ou à exposição passiva ao tabaco. Para realizar o estudo, os pesquisadores da Unicamp avaliaram 464 pessoas, sendo 200 portadoras de câncer de pulmão e 264 saudáveis e não fumantes.

Segundo o pneumologista Lair Zambon, autor do estudo, a maioria dos negros avaliados apresentou uma mutação no gene CYP1A1*2A que é capaz de potencializar a ação dos componentes carcinogênicos presentes no cigarro, especialmente o benzopireno -substância altamente cancerígena.

CONTRA A LEI AZEREDO!!!

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (26) que a chamada "Lei Azeredo", que tipifica crimes cometidos na internet, tem o objetivo de "fazer censura" na rede. A afirmação foi feita durante o 10º Fisl (Fórum Internacional do Software Livre), que acontece em Porto Alegre, informa a repórter Daniela Arrais, repórter do caderno Informática da Folha, em post no blog Circuito Integrado.

A matéria gera críticas de diferentes setores da sociedade civil, por supostamente ter o potencial de promover a criminalização em massa de usuários de internet.
Cristiano Sant´Anna/indicefoto.com
Marcelo Branco (à esq.), coordenador geral da Associação Software Livre.org, e o presidente Lula, durante evento realizado em Porto Alegre
Marcelo Branco (à esq.), coordenador geral da Associação Software Livre.org, e o presidente Lula, durante evento no RS

"A lei que está aí não visa proibir abuso de internet. Ela quer fazer censura", afirmou Lula. O presidente afirmou, ainda, que não se pode condenar a maioria das pessoas por conta de ações pontuais negativas. "As pessoas de bem são maioria. Não vamos ficar assim porque de vez em quando aparece um maluco. Os que promovem a vida são muito mais numerosos."

A matéria, aprovada em votação simbólica no Senado, está em apreciação pela Câmara.O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que concebeu o texto da lei aprovado, faz parte da oposição ao governo Lula e nega essas acusações.

O ministro Tarso Genro (Justiça) já havia criticado o projeto. Em carta, revelou que trabalha para que artigos do texto sejam vetados.

No total, o projeto cria 13 novos crimes, com penas que variam de um a três anos de prisão na maioria dos casos. O texto considera crime estelionato e falsificação de dados eletrônicos ou documentos; criação ou divulgação de arquivos com material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes; roubo de senhas de usuários do comércio eletrônico; e divulgação de imagens privadas.

Na internet, fãs levantam teorias conspiratórias sobre a morte de Michael Jackson

Entre famosos e anônimos, as mensagens de condolência pela morte do ídolo Michael Jackson se espalham pelas redes sociais, relegando para segundo plano outros temas até então de destaque, como a situação política do Irã. Em alguns casos, os internautas levantam teorias conspiratórias de que o cantor, na verdade, não morreu.

Veja imagens das homenagens a Michael Jackson em Nova York
Michael Jackson vira rei do pop ao vender milhões de discos
Internautas e celebridades lamentam morte de Michael Jackson
Advogado da família insinua que Jackson pode ter abusado de remédios
Morre Michael Jackson; veja imagens do ídolo pop
A cobertura completa da morte do astro pop Michael Jackson
Markus Schreiber -21.nov.02/AP
Celebridades lamentam a morte de Michael Jackson no serviço de microblogs Twitter
Celebridades lamentam a morte de Michael Jackson no serviço de microblogs Twitter

O corpo do cantor deve passar por uma autópsia nesta sexta-feira (26) que irá determinar a causa de sua morte. Mesmo com o procedimento marcado para hoje, a conclusão final sobre o que levou o cantor à morte só poderá ser determinada após testes toxicológicos, que costumam demorar dias e, algumas vezes, semanas para serem concluídos. Ele sofreu uma parada cardíaca.

"A verdade será revelada pela autópsia. Fontes dignas de confiança me indicaram que a Al Qaeda está por trás de sua morte", afirma o fã Hinasafi, no Facebook, que registrou um número de conexões sem precedentes (28 mil usuários em poucas horas) em uma comunidade consagrada ao cantor.

"Michael Jackson não morreu", afirma outra página dedicada a todos que "se negam a crer que o rei da música pop faleceu e que querem partir em sua busca". No Facebook também é possível ler: "Michael Jackson não morreu! Isso faz parte de uma estratégia para preparar um grande retorno. É genial!".

Artistas também usaram o Twitter para expressar a tristeza pela perda de Jackson. 'Nunca esquecerei o dia que ele veio me ver no estúdio e que toquei para ele', afirmou Wyclef Jean, ex-integrante do grupo de hip-hop The Fugees.

O rapper americano P. Diddy (ex-Puff Daddy) prestou sua homenagem ao homem "que lhe mostrou que podia tornar um ritmo visível". "Vou sentir sua falta", acrescentou.

Até uma suposta mensagem do ministro britânico das Relações Exteriores, David Miliband, apareceu no Twitter ("Descanse em paz, Michael"), mas o governo britânico negou sua legitimidade.

Operações do Second Life do Brasil são interrompidas

Sem muito barulho, acabou a parceria entre Kaizen Games, responsável pelo Second Life no Brasil, e o iG, que mantinha um conjunto de ilhas no mundo 3D destinadas a receber os avatares nacionais.

Coqueluche em 2007, o Second Life explodiu e tornou comum o termo "metaverso", que se refere a um universo virtual paralelo, mas a promissora comunidade 3D on-line não decolou. Hoje, a mania desmorona, vítima de um imbróglio entre os responsáveis pelo projeto no Brasil e pela própria incapacidade do Second Life de se manter popular.
Reprodução
Avatar observa vitrines de shopping virtual em área brasileira do programa on-line Second Life; parte brasileira fechou
Avatar observa vitrines de shopping virtual em área brasileira do programa on-line Second Life; parte brasileira fechou no site

A Kaizen fechou as operações na área de games e foi comprada por um grupo de investidores. Maurílio Shintati, ex-CEO da empresa e agora da Hazit Online Games, disse à Folha que a operação do Second Life foi suspensa no país: "Terminou a parceria que mantinha a Mainland Brasil, conjunto oficial de ilhas do território nacional no Second Life".

O empresário diz que os rumos do metaverso no país serão definidos em conjunto por ele e pelo grupo que atualmente está por trás da Kaizen --Shintati prefere não revelar o nome dos investidores.

A vida on-line continua

O encerramento, ainda que possivelmente temporário, das atividades de Second Life no Brasil, não significa que os brasileiros não possam mais acessar o metaverso: basta digitar secondlife.com, onde a versão global da comunidade on-line ainda está disponível para download e acesso.

Afinal, se o futuro do metaverso é incerto no Brasil, ao menos em termos globais a comunidade ainda tem movimento: em 2008 foram 720 mil usuários ativos e US$ 360 milhões movimentados em transações.

No começo da semana, a Folha tentou, sem sucesso, acessar o site oficial do Second Life no Brasil ("www.secondlifebrasil.com.br).

O Google tentou emplacar um serviço nos mesmos moldes do Second Life, intitulado Lively. Criado em julho do ano passado, o espaço permitia que o usuário criasse avatares e se comunicasse virtualmente, entre blogs ou mesmo sites. Em novembro último, porém, a empresa encerrou as atividades do Lively, que não rendeu os dividendos esperados.

Ofertas de artigos de Michael em sites aumentam 43% no Brasil

Ofertas de artigos de Michael em sites aumentam 43% no Brasil



A oferta de artigos, publicações e souvenirs relacionados com Michael Jackson disparou no site de vendas "mercadolivre.com" no Brasil, no México e na Argentina, informou hoje a empresa.

Entre quinta-feira, quando o cantor morreu, e hoje houve um aumento de 64% nas ofertas de todo tipo de artigos vinculados ao "rei do pop" no México, de 43% no Brasil e de 33% na Argentina, indicou a companhia em comunicado de imprensa.

O Chile, com um aumento de 29%, ocupa o quarto lugar.

No Brasil, onde são oferecidos 466 produtos do astro, o destaque fica com o leilão do domínio de internet michaeljackson.adm.br, a um preço base de R$ 10 milhões.

No leilão mais caro no México, um fã do cantor pede US$ 150 mil (R$ 295 mil) pelo LP "Thriller", "em excelentes condições" e com "a proteção original sem arranhões ou tratamentos".

Na Argentina, onde há 231 ofertas, por US$ 1 mil (R$ 1,93 mil) é possível comprar "parte do chapéu" que Michael jogou ao público ao concluir um show em Buenos Aires, em 1993, e que um fã argentino conseguiu pegar entre "20 mãos".

O "Mercadolivre.com" afirmou que em seus doze sites há centenas de ofertas de fantasias, DVD, CDs e de vinis, vídeos, perfumes, camisetas, adesivos, livros, copos, cartazes, charges, pinturas, casacos, músicas, revistas e bonecos de Michael

Melhor ataque, Brasil se concentra em não tomar gols para ser campeão

A confiança do Brasil em seu ataque é total. Com 11 gols em quatro jogos, melhor desempenho ofensivo entre todas as equipes da Copa das Confederações, a seleção já traçou sua estratégia diante dos Estados Unidos, na final deste domingo: não tomar gol.

Para os jogadores, se o time conseguir ter um bom rendimento na defesa, o ataque resolverá. "Se o Brasil não tomar gol já é meio caminho andado, porque gol nós vamos fazer. Por isso é preciso ter muita concentração", opinou Felipe Melo, um dos responsáveis pela proteção à zaga.

Por enquanto, o sistema defensivo da seleção tem dado conta do recado. Após o susto tomado contra o Egito na estreia, quando levou três gols e quase amargou o empate, o Brasil não foi mais vazado nas partidas seguintes. Júlio César se manteve imbatível contra Estados Unidos (3 x 0), Itália (3 x 0) e África do Sul (1 x 0).

"Ficamos muito contentes quando todo o sistema defensivo não toma gol, é uma sensação muito boa", comentou o goleiro, minimizando a vantagem que levou coletivamente sobre o italiano Buffon e o espanhol Casillas nesta Copa das Confederações. Casillas foi menos vazado (levou dois gols), mas perdeu justamente na semifinal. "A disputa não é com o Buffon ou com o Casillas, é entre as seleções."

Neste domingo, no reencontro com os norte-americanos, o Brasil tentará repetir no aspecto ofensivo o que deu certo na primeira fase. Abrir logo o placar e forçar o adversário a sair para o jogo. "Temos que fazer o gol o mais rápido possível e ter a responsabilidade de não tomar. No primeiro jogo tivemos a felicidade de marcar no início e fizemos eles mudarem todo o esquema", lembrou Felipe Melo.

Artilheiro da competição ao lado dos espanhóis Torres e Villa, todos com três gols, Luís Fabiano tem uma meta particular na partida deste domingo. Ele projetou marcar cinco vezes na Copa das Confederações e ainda está "devendo" dois. No jogo da primeira fase contra os Estados Unidos, o camisa 9 passou em branco.

Contudo, ele prevê dificuldades para cumprir sua meta e já começa a se contentar com menos. "Gostaria de alcançar esse objetivo, mas sabia que seria muito difícil. Será mais uma oportunidade de conquistar essa marca de cinco gols, mas se fizer um e o Brasil sair com o título já está ótimo."

Na semifinal, os Estados Unidos conseguiram segurar o poderoso ataque espanhol e não tomaram gol. No entanto, entre os quatro times que avançaram à segunda fase, a equipe norte-americana foi a mais vazada: levou seis gols em quatro partidas.

O duelo deste domingo começa às 15h30 (de Brasília). O confronto acontecerá no estádio Ellis Park, em Johanesburgo, mesmo palco da semifinal entre Brasil e África do Sul. Já a disputa do terceiro lugar entre anfitriões e Espanha será às 10h (do horário brasileiro) em Rustenburgo, também no domingo.

Wednesday, June 24, 2009

Dá gosto pagar

Como é bom viajar pelas estradas de Santa Catarina. No estado vizinho o preço do pedágio é justo, bem diferente do que acontece nas rodovias paranaenses. Por lá, os viajantes não se sentem assaltados.
Djusten Jr/Altos Agitos
A competente jornalista Cecília Comel ao lado do presidente do Condor, Pedro Joanir Zonta, durante lançamento do Festival de Inverno Condor, quinta-feira, no restaurante Porta Romana.

Em click exclusivo para a coluna, feito quarta-feira, durante balada sertaneja, a bonita e alegre Alessandra Gama.



Pró-fuminho

Depois da descolada imagem de Fernando Gabeira nos anos 80, defendendo a liberação da maconha só de sunga, o novo porta-voz dessa "batalha" pode ser o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, só de colete. Ele defendeu a legalização da erva durante audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados. Lembrando que, recentemente, Fernando Henrique Cardoso também defendeu a causa.

Perguntar não ofende

Atualmente, alguém no Brasil tem mais cara-de-pau que o presidente do Senado Federal, José Sarney?

Amantes do besouro

Colecionadores e admiradores do carro mais popular do país anteciparam o Dia Nacional do Fusca, que é segunda-feira, e reúnem-se à tarde no concessionária Copava, da Cândido de Abreu. Encontro nostalgia!
É hoje


* Feijoada de apresentação do mais novo lançamento da Audi, o Q5 3.2 FSI, na concessionária Munich Audi. Test-drive das 9h30 às 16h.

* Dia do primeiro Campeonato Paranaense de Eight Ball, modalidade de sinuca inspirada no Pool norte-americano, no Santa Mônica Clube de Campo. Evento promovido pela Federação Paranaense de Sinuca.

* Segundo e último dia da segunda edição da festa Heineken Green Nights, no Sheridan´s Irish Pub. No som, os grupos Radiophonics e The Rockets.

* Estreia do espetáculo Concerto em Ri Maior, 21h, no Teatro Regina Vogue. A peça conta a história do maestro russo Wilson Chevchenco.

Uso da maconha

Uso da maconha






Uso da maconha
É bastante preocupante ouvir de um sociólogo e ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, manifestação favorável acerca da descriminação do uso da maconha. Parece que ele perdeu o senso de responsabilidade. Entretanto, a sua opinião tem peso e deve merecer reflexão para não deixar influenciar na reversão da ilegalidade do fato. Essas tentativas pragmáticas de legalização do uso da maconha são de consequências imprevisíveis.

Ora, a maconha é a porta de entrada de experimentação para o usuário se transportar para outras drogas. Recentemente, o Rio Grande do Sul foi abalado com a notícia patética de uma mãe que matou com tiro de espingarda o seu próprio filho, usuário de crack, num bairro de classe média alta de Porto Alegre. Esse jovem assassinado, com certeza, não se iniciou pelo crack, mas pela maconha.

Alguns falam que a proibição leva à curiosidade e ao desafio de conhecer ou experimentar alguma droga. Mas não devemos transigir, pois a sua liberação pode levar muita gente ao flagelo. E é justamente o excesso de tolerância ao descumprimento de regras que tem contribuído para muitas pessoas, e principalmente jovens, entrarem no vício perigoso das drogas.

Considero uma grande irresponsabilidade de alguém que governou o País por oito anos, não cumpriu os objetivos de arrecadação da CPMF para a saúde e deixou o SUS falido, vir dizer que cabe às famílias e aos governos a obrigação de cuidar de seus doentes. "Ora (direis) ouvir estrelas! Certo perdeste o senso!". Se FHC, no seu governo, tivesse implementado políticas públicas contínuas de combate aos narcotraficantes, a situação brasileira hoje seria outra e não teríamos tantos doentes derivados das drogas químicas. Mas não deixa de ser uma declaração corajosa, embora irresponsável.

Em que país de expressão territorial a liberação do uso da maconha produziu resultado positivo? A Holanda, um pedaço de terra, não consta que tenha solucionado de vez o problema. E por outro lado, imagine você – com a liberação do uso da maconha - passeando ou se exercitando nos parque e ruas sendo obrigado a conviver com baforadas de fumaça de maconha, de cheiro acre e morrinhento insuportáveis, se já não bastasse a fumaça do cigarro comum de tabaco?!A maconha não pode ser liberada.

Se hoje existem tantos jovens apatetados, desmotivados, introspectivos, taciturnos, revoltados e esquizofrênicos por causa de drogas como a maconha, por que essa tentativa ensandecida de se pretender liberar o uso da maconha? Temos que combater e vencer qualquer droga, e não jogar a toalha como expressão de derrota.

Rodrigo Santoro se desequilibra e cai da prancha de surfe

Ator foi clicado quando pegava ondas nesta quarta-feira (24), na praia de Grumari

Rodrigo Santoro aproveitou a tarde desta quarta-feira (24) para pegar ondas na praia de Grumari, no Rio de Janeiro. Apesar de mostrar habilidade no surfe, em um momento, o ator se desequilibrou e caiu da prancha. Como um bom esportista, ele levantou e ainda conseguiu fazer diversas manobras.

Apaixonado pela modalidade, sempre que tem um tempo livre, Santoro corre para o mar para relaxar. No mês de maio, ele foi clicado quando se aventurava em Malibu, Los Angeles.

Minc defende legalização de maconha e nega apologia às drogas

Brasília, 16 jun (EFE).- O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, reafirmou hoje sua posição de defesa da legalização da maconha, mas negou ter cometido o crime de apologia às drogas ao participar de uma manifestação sobre o tema.

"Em nenhum momento eu disse que é preciso desobedecer a lei e consumir a droga. O que disse era que não estava de acordo com a legislação vigente. Entendo que apologia é incentivar o consumo e afirmar que faz bem à saúde", afirmou Minc diante da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

Na semana passada, a comissão pediu o comparecimento do ministro para que explicasse sua participação na Marcha da Maconha, organizada no dia 9 de maio no Rio de Janeiro e, de forma simultânea, em outras 250 cidades de todo o mundo.

Minc reiterou que compareceu à passeata em caráter "pessoal" e não na qualidade de ministro. Além disso, lembrou que sua postura também é defendida por personalidades como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

"É necessário tratar a dependência como uma questão de saúde pública e não de política. Tratar o usuário como um delinquente dificulta seu acesso ao tratamento", acrescentou o ministro.

O deputado Laerte Bessa (PMDB-DF), que solicitou o comparecimento de Minc, voltou a acusar ao ministro de cometer apologia às drogas.

"O senhor cometeu o delito de apologia, porque estava na manifestação com cartazes incentivando o uso da maconha, com várias camisetas com a folha da maconha, e isso por si só é apologia", disse o parlamentar.

As marchas a favor da legalização da droga foram organizadas pela internet por diversos coletivos articulados por meio de organizações vinculadas ao Fórum Social Mundial.

Em várias cidades brasileiras, as manifestações foram suspensas pela Justiça com o argumento de que podiam constituir o crime de apologia às drogas. EFE

“Eu uso maconha e serei a primeira a comprar quando ela for legalizada. Espero que isso aconteça logo", teria afirmado no começo deste mês.

Megan Fox é eleita "celebridade mais estúpida" por jornal inglês

Atriz de "Transformers" adora dar declarações polêmicas



Megan Fox foi considerada a "celebridade mais estúpida" pelo tablóide britânico "Daily Mail". De acordo com a publicação, ela tem impressionado os fãs ao dar entrevistas sobre vários assuntos, como a legalização da maconha.

“Eu uso maconha e serei a primeira a comprar quando ela for legalizada. Espero que isso aconteça logo", teria afirmado no começo deste mês.

Em outra declaração, Megan falou sobre a beleza. “Eu acho maravilhoso ser símbolo sexual. Não decidi ser atriz para ser respeitada pela forma como eu jogo xadrez”.

Entre as outras polêmicas da atriz está a bissexualidade. "Não tenho nenhum problema com isso". Ela já revelou sua ignorância sobre moda. "Não entendo nada e também não me importo"

Megan também já criticou Scarlett Johannson - "Parece que a cada programa de televisão ela tem que ficar reforçando que não é apenas bonita” - e Zac Efron. "Meninos aos 20 são uma perda de tempo", disse.

Polícia prende homem que plantava maconha no quintal de casa

A polícia prendeu o auxiliar de mecânico Antônio Cabral da Silva Júnior, de 26 anos, que plantava maconha no quintal de casa, em Quixeramobim. A planta já estava quase no ponto para uso e comercialização. A prisão só foi efetuada por causa da denúncia de vizinhos.

O acusado está recolhido a uma das celas da carceragem da delegacia de Polícia Civil de Quixeramobim aguardando os procedimentos da justiça.

A droga estava no porta-malas e no banco traseiro de um Fiat Tipo

O policial militar F.S. e a professora J.M.O.A. foram presos na noite desta segunda-feira (22), na BR-163, em Naviraí, pela Polícia Federal (PF) transportando 120 quilos de maconha. A droga estava no porta-malas e no banco traseiro de um Fiat Tipo.

Segundo apurou a PF, a professora é esposa de um outro traficante. R.S.A., que foi preso no ano passado pela própria corporação, por envolvimento com o tráfico no Rio de Janeiro. Na época ele usava documentos falsos e se apresentava com um empresário na cidade.

A droga, o veículo, e o dois presos foram encaminhados para a Delegacia da Polícia Federal em Naviraí. A dupla foi indiciada e vai responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Drogas: consumo maior, produção cai

BRASÍLIA - Enquanto a produção global foi a menor em cinco anos, em números absolutos, o mercado brasileiro se expande, sendo o que mais consome cocaína na América do Sul, de acordo com o relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), divulgado quarta-feira em Brasília. O crescimento fez com que o índice usado para medir o contingente de pessoas envolvidas – taxa de prevalência – passasse de 0,4% em 2001 para 0,7% em 2007. Hoje são cerca de 890 mil usuários em uma população entre 12 e 65 anos.

A apreensão de drogas pesadas acompanhou a curva. O volume saltou de 9,2 toneladas em 2002 para 16,6 toneladas em 2007. Embora o relatório não entre nesse detalhe, o responsável pelo UNODC no Brasil, Bo Mathiasen, disse que as apreensões podem estar relacionadas ao aumento do consumo, a uma eventual melhora no trabalho da polícia ou ao fato de o Brasil ter melhorado sua economia.

O dado apreensivo da pesquisa, segundo ele, é que o aumento é constante, o que deve servir como um alerta para autoridades brasileiras. No Cone Sul (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile) a força do tráfico pode ser medida pela quantidade confiscada pelas polícias. De 2000 a 2007, passou de 10 toneladas para 38 toneladas.

Embora a repressão tenha melhorado, este índice ainda está abaixo dos 40% do volume de cocaína que sai dos centros produtores. País de trânsito no atacado da droga, o Brasil é o 10º do mundo em apreensões. Como subproduto, o aumento do tráfico de cocaína fez explodir o comércio do crack, uma droga mais barata epreferida da população de menor renda. As apreensões saltaram de 200 kg em 2002 para 578 kg em 2007, quase quatro vezes mais que o ano anterior, 2006, quando foram confiscados 147 kg.

A taxa de prevalência sobre o uso de maconha (que inclui tanto quem só experimentou, quanto os consumidores tradicionais) mais que dobrou entre 2001 e 2005, saltando de 1% para 2,6%, deixando o Brasil atrás apenas da Argentina (com 7,2%) e Bolívia (4,3%) na América do Sul. Segundo o relatório, o Brasil abriga a maior população de usuários de opiáceos (ópio, heroína, morfina e outros derivados) do continente, com 635 mil usuários, ou 0,5% da população entre 12 e 65 anos.

Facilitado por prescrições médicas irregulares, as anfetaminas também assustam. O Brasil é o terceiro maior usuário do mundo, com mais que o dobro de usuários entre 2001 e 2005, saltando de 1,5% para 3,2%, ou 0,7% da população.

Mais de um milhão de euros em heroína

Desde 2005 que a PJ não apanhava tanta heroína. Um empresário do ramo automóvel transportava droga suficiente para 205 mil doses. Foi apanhado em flagrante e ficou detido.

Vinte quilos e meio de heroína. O suficiente para 205 mil doses individuais. Esta foi a quantidade "anormal" deste tipo de droga apreendida pela Polícia Judiciária (PJ), no sábado, em Sacavém. Com esta apreensão, a Judiciária impediu que fosse comercializada em Portugal heroína no valor aproximado de um milhão e 25 mil euros (o valor actual da grama de heroína ronda os 50 euros).

A PJ mostrou-se ontem satisfeita com o culminar de uma operação cuja investigação teve início há seis meses. "Não só porque se tratou de uma grande apreensão, mas sobretudo porque impedimos que este produto entrasse na rota comercial e chegasse talvez a novos consumidores", explicou António Sintra, coordenador de investigação criminal da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE).

Desde Novembro de 2005 que não era apreendida tanta heroína em Portugal. Mas mais do que isso, "esta apreensão representa cerca de 40% do volume total de heroína apreendida pela PJ nos últimos três anos", salientou, António Sintra. Segundo o coordenador, esta apreensão "anormal" de heroína não significa necessariamente que tenha aumentado o consumo desta substância que há muito caiu em desuso quando comparado com as restantes drogas, nomeadamente as sintéticas. "Existe uma série de factores que podem justificar o tráfico deste volume tão grande de heroína. Mas isso ainda está a ser estudado", disse António Sintra.

A heroína que agora foi apreendida veio de Espanha, onde um empresário do ramo automóvel a foi buscar para ser distribuída no território português. Este comerciante, de 33 anos, foi apanhado em flagrante delito, tendo ficado em prisão preventiva. O indivíduo tinha já antecedentes criminais mas não na área do narcotráfico. António Sintra, recusou-se a mencionar o tipo de crimes em que este sujeito já esteve envolvido, mas assegurou que nesta operação "não era um simples 'correio'".

"Por detrás deste indivíduo haverá seguramente uma organização transnacional e ele não será, certamente, pouco relevante no grupo. Isto, tendo em conta o grande volume de droga que transportava", justifica o coordenador da PJ, adiantando que o produto vinha dissimulado em vários compartimentos da carrinha que foi usada.

O indivíduo transportou a droga numa Renault Megane Scénic, cinzenta, com matrícula espanhola. A heroína - ao que tudo indica "com um grau de pureza muito próximo do original" - vinha tanto debaixo dos bancos rebatíveis como dos tapetes.

Heroína

História
Heroína da Bayer

O nome Heroína foi o nome comercial com que foi registada pela farmacêutica alemã Bayer[2] (da palavra alemã "heroisch" heróico, uma referencia à sua estimulação e analgésia). Foi usada enquanto fármaco de 1898 até 1910, ironicamente (uma vez que é muito mais aditiva) como substituto não causador de dependência para a morfina e antitússico para crianças. O seu nome comercial foi cedido pela Alemanha aos Aliados em 1918 como reparação devido à primeira guerra mundial.

A heroína foi proibida nos países ocidentais no início do século XX devido aos comportamentos violentos que estimulava nos seus consumidores.[carece de fontes?]

[editar] Administração

A injecção é preferida no abuso recreativo, devido ao efeito de prazer súbito intenso (denominado "orgasmo abdominal"). A inalação tem vindo a ganhar terreno, numa modalidade denominada "chasing the dragon", com origens orientais, onde a disponibilidade de seringas e agulhas é menor.

Também pode ser ingerida, absorvida pela pele ou fumada. O consumo com cocaína ("speedballs" ou "moonrocks") tem vindo a generalizar-se.

A heroína é mais lipofílica do que os outros opióides, e que leva à sua absorção muito mais rápida para o cérebro. A rapidez de efeito é importante para os toxicodependentes, porque proporciona maiores concentrações inicialmente, traduzindo-se em prazer intenso após a injecção ("chuto"). No cérebro ela é imediatamente convertida em morfina por enzimas celulares.

Metabolizada no figado.Ultrapassa a barreira hemato-encefálica e a placenta: os filhos de consumidoras apresentam mal formações aumentadas e profunda dependência.

A heroína é permitida em alguns países (e.g. Reino Unido), sob apertada vigilância, como analgésico de uso hospitalar. Para os demais usos é proibida.

[editar] Mecanismo de ação

A heroína é um agonista dos receptores opióides, um receptor de mediadores opióides fisiológicos, como as endorfinas e encefalinas, importante na regulação da dor. Ela imita as acções desses agonistas, mas é usada em doses muitas vezes superiores às que eles alguma vez atingem.

Os receptores opióides existem em neurónios de algumas zonas do cérebro, medula espinal e nos sistemas neuronais do intestino. A heroína activa todos os receptores opióides, mas os seus efeitos são largamente devidos à activação do subtipo mu.

O mecanismo prazer e bem-estar produzido pelo consumo da heroína não está completamente esclarecido, mas sabe-se que, como o das outras drogas recreativas, é devido a interferência nas vias dopaminérgicas (vias que utilizam o neurotransmissor dopamina) meso-límbicas-meso-corticais. As vias dopaminérgicas que relacionam o sistema límbico (região das emoções e aprendizagem) e o córtex (região dos mecanismos conscientes) são importantes na produção de prazer. Normalmente, elas só são activadas de forma limitada em circunstâncias especificas, ligadas à recompensa da aprendizagem e dos comportamentos bem sucedidos relacionados à obtenção de recursos, conhecimentos ou ligações sociais ou sexuais importantes para o sucesso do indivíduo. No consumo de droga, estas vias são modificadas e pervertidas ("highjacked") e passam a responder de forma positiva apenas ao distúrbio bioquímico cerebral criado pela própria droga. Grande parte da motivação do indivíduo passa assim para a obtenção e consumo da droga, e os interesses sociais, familiares, ambição profissional, aprendizagem e outros factores não directamente importantes para a sua obtenção são com o consumo crescente cada vez mais desleixados, sem que muitas vezes o indivíduo tome decisões conscientes nesse sentido.

A dependência é devida à regulação dos receptores. O heroinómano tem concentrações de opióide muito altas entre as sinapses de forma continua. Essas concentrações são detectadas pelos neurónios, levando-os a reduzir, por feedback negativo, as concentrações de endorfinas que libertam, e a diminuir os efeitos de cada activação dos receptores (através da diminuição dos mediadores intracelulares por eles libertados, ou pela maior inibição por outros neurónios). O indivíduo fica então totalmente dependente das altas concentrações de opióides externas, porque os seus neurónios já quase não produzem opióides fisiológicos, e os receptores estão insensibilizados. São necessárias concentrações cada vez maiores para os mesmos efeitos, e até para a pessoa se sentir normal.

[editar] Efeitos

A heroína tem efeitos similares aos outros opióides. Logo após o uso, pessoa fica num estado sonolento, fora da realidade. Os batimentos cardíacos e respiração aceleram, causando uma sensação de calor. As primeiras sensações são de euforia e conforto. Logo depois, o usuário entra em profunda depressão. Causa surdez, cegueira e inflamações nas válvulas cardíacas. O indivíduo vai ficando cada vez mais desanimado, sem interesse para nada. Começa a gastar todo o seu tempo e energia para obter mais doses da droga.

O dependente de heroína também pode ter problemas sociais e familiares. Ele torna-se apático, desanimado, perdendo o interesse por sua vida profissional e familiar.

[editar] Efeitos Imediatos

* Euforia e disforia: São necessárias maiores doses do que antes para causar analgesia. Consiste num sentimento de flutuar agradável e de bem-estar. A euforia pode degenerar ou ser substituída por disforia, um estado de ansiedade desagradável e mal-estar. A euforia produzida pela droga transforma-se em depressão e ansiedade após passarem os efeitos.
* Analgesia (perda da sensação de dor física e emocional): pode levar à inflicção de ferimentos no heroinómano sem que este se dê conta e se afaste do agente agressor.
* Sonolência, embotamento mental sem amnésia
* Disfunção sexual
* Sensação de tranquilidade e de diminuição do sentimento de desconfiança.
* Maior autoconfiança e indiferença aos outros: comportamentos agressivos.
* Miose:contracção da pupila. Ao contrário da grande maioria das outras drogas de abuso, como cocaína e anfetaminas (metanfetamina e ecstasy) que produzem midríase (dilatação da pupila). É uma característica importante na distinção clínica da overdose de heroína daquelas produzidas por outras drogas
* Obstipação ("prisão de ventre") e vómitos. Só são sentidos na primeira semana de consumo continuado, depois o corpo habitua-se e torna-se adicto.
* Depressão do centro neuronal respiratório. É a principal causa de morte por overdose.
* Supressão do reflexo da tosse: devido à depressão do centro neuronal cerebral da tosse.
* Nauseas e vómitos: podem ocorrer se for activado os centros quimiorreceptores do cérebro.
* Espasmos nas vias biliares.
* Hipotensão, prurido.
* Os seus efeitos, quando fumada, são sentidos quase imediatamente (cerca de 3 a 8 segundos)

[editar] Efeitos a longo prazo e potencial da dependência

Tendência para aumentar a quantidade de heroína auto-administrada, com o fim de conseguir os mesmos efeitos que antes eram conseguidos com doses menores, o que conduz a uma manifesta dependência. Passadas várias horas da última dose, o viciado necessita de uma nova dose para evitar a síndrome de abstinência provocada pela falta dela. Desenvolve tolerância em relação aos efeitos de euforia, de depressão respiratória, analgesia, sedação, vómitos e alterações hormonais. Não há desenvolvimento para a miose nem para a obstipação. Estes efeitos, junto com a diminuição da libido, a insónia e a transpiração, são os sintomas dos consumidores crónicos. Há alguma imunossupressão com maior risco de infecções, principalmente aquelas introduzidas pelas agulhas partilhadas (SIDA/AIDS, Hepatite B) ou por bactérias através da pele quebrada pela agulha. A sindrome de privação pode levar à cegueira, dores, epilepsia, enfarte do miocárdio ou AVCs potencialmente fatais. A longo prazo leva sempre a lesões cerebrais extensas, claramente visiveis macroscopica e microscopicamente em autópsia. Bastam apenas 3 dias de consumo continuado desta substância para que, na sua ausência, se comecem a sentir os efeitos da ressaca, que quer dizer que o organismo em 3 dias apenas se habitua de tal forma à presença desta substância que quando se deixa de a administrar o organismo entra num estado de desequilíbrio tal, que o indivíduo vê-se obrigado a procurar de forma frenética satisfazer os pedidos do seu organismo, aumentando sempre a dose consumida. A ressaca traduz-se em primeiro lugar por corrimento lacrimal e nasal, seguida de má disposição a nível estomacal e intestinal, suores frios e afrontamentos, dores de rins lancinantes, e na fase final de ausência de consumo, espasmos musculares e caimbras generalizadas.

Existe tolerância cruzada entre todos os agonistas opióides, facto que se aproveita para os tratamentos de desintoxicação e desabituação.

[editar] Enquanto droga de abuso
Pó de heroína

Produz euforia e bem estar, mas a sua acção necessita de doses cada vez maiores para se manter ao mesmo nível-fenómeno de tolerância.

É consumida pela injecção intravenosa com agulha. Esta forma de consumo leva a uma rápida subida das concentrações sangüineas, e resulta numa acção inicial muito mais forte de satisfação intensa, seguida de um plateau de acção mais moderada e cada vez mais fraca.

A tolerância leva o consumidor recreativo a consumir doses cada vez maiores. Estas provocam alterações bioquímicas temporárias ou permanentes no cérebro. Julga-se que a produção ou sensibilidade às endorfinas e encefalinas, opióides naturais no ser humano, é reduzida, e o indivíduo passa a necessitar de doses de opióide exógeno cada vez maiores apenas para se sentir normal. Quase todos os efeitos do opióide manifestam tolerância, logo um consumidor de altas doses injecta quantidades de heroína que seriam mortais para um não consumidor devido à paragem respiratória. O consumo de heroína leva à dependência física e psicológica.

Produz dependência física (universal) e psicológica (subjectiva). A dependência física surge 6-10 horas depois da última dose e caracteriza-se por síndrome do "peru gelado": caracteriza-se por tremores, erecção dos pêlos ("pele de galinha"), priapismo (erecção do pénis continuada e dolorosa com danos no orgão), suores abundantes, lacrimejamento, rinorréia, respiração rápida, temperatura elevada, ansiedade, anorexia (falta de apetite), dores musculares, hostilidade, vómitos e diarréia. Um sinal importante é a miose (constrição da pupila do olho), já que não ocorre com outras drogas (é muito mais frequente a dilatação (midríase)). Há hipertensão arterial com risco de cegueira, enfartes, paralise ou ataques epilépticos. Estes sinais só desaparecem com a administração de um opióide, geralmente de forma instantânea, e são máximos após 2-3 dias, depois do qual desaparecem gradualmente até ao 5º dia. O sofrimento do toxicodependente é considerável. É apenas possível para o consumidor crónico parar de consumir opióides evitando o síndrome de privação se houver consumo cada vez de doses apenas um pouco menores do fármaco, sem nunca aumentar a quantidade.

A dependência psicológica é subjectiva e é devido à memória do prazer sentido em administrações passadas, e caracteriza-se por um desejo forte, por vezes violento, de consumir a droga.

[editar] Interacções

Enquanto depressor do sistema nervoso central, ela potencia os efeitos de outros depressores, aumentando o risco de overdose.

O consumo concomitante de álcool, benzodiazepinas (e.g. Valium), cocaína ou anfetaminas, barbitúricos, antiepilépticos e antipsicóticos aumenta muito o risco de overdose e morte.

A heroína é extremamente dificil de controlar, e não são raras as overdoses acidentais por consumidores experientes.

[editar] Tratamento da toxicodependência

[editar] Tratamento com Agonistas Opióides

Estes tratamentos baseiam-se na substituição da heroína (short-acting opiate) por opióides de acção prolongada como a metadona, o LAAM ou a buprenorfina e a diminuição da dosagem moderadamente e ao longo do tempo.

A metadona é um agonista opióide que, em comparação à heroína é bem absorvida oralmente e de forma lenta e tem uma duração de acção muito superior evitando os ciclos rápidos de intoxicação/quadro de abstinência associados à dependência de heroína. Esta substância funciona assim como um substituto com menos efeitos nefastos que a heroína embora provoque maior dependência que esta. Dado ser um opióide de acção prolongada produz sintomas que são menos severos do que os da heroína mas que são mais prolongados no tempo (e que levam muitas vezes a recaídas, não pela intensidade da dor, mas pela sua duração).

O tratamento por metadona objectiva:

* Melhorar a saúde dos utilizadores de opiáceos providenciando drogas “limpas” em doses adequadas sob supervisão profissional
* Reduzir os crimes relacionados com drogas de forma livre e legal reduzindo a sua necessidade de roubar para financiar as compras de heroína ilícitas.
* Melhorar a situação social dos utilizadores de drogas
* Persuadir os utilizadores de drogas a reduzir a sua dose diária e encaminhar-se gradualmente à abstinência.

No entanto, há um objectivo que estes tratamentos por substituição não conseguem atingir: o do efeito psicológico da rebeldia, do risco, da adrenalina associada ao consumo ilícito de drogas. Estudos recentes parecem por em causa a eficácia deste tipo de tratamentos e parecem por em evidência que a metadona tem maiores riscos de morte (correspondentes a uma taxa de mortalidade mais elevada) do que a heroína e vieram trazer dúvidas à utilização deste opiáceo de substituição.

Outro tratamento por substituição que tem sido utilizado envolve Buprenorfina que é um agonista parcial opióide. Esta sua natureza faz com que os sintomas do quadro de abstinência sejam menores do que os dos verdadeiros agonistas como a metadona e provoca também uma menor dependência física. Como resultado, a sua utilização é mais segura e traz menos riscos de abuso do que a metadona sendo, no entanto, eficaz no bloqueio da euforia e do síndrome de abstinência produzidos por outros opióides.

[editar] Tratamento com Agonistas α2-Adrenérgicos

O tratamento com agonistas α2-adrenérgicos como a clonidina, a lofexina ou a guafacina tem como objectivo a inibição da actividade noradrenérgica ao nível do locus ceruleus que aumenta de forma marcada quando ocorre um quadro de privação de opiáceos.

A regulação da actividade noradrenérgica do locus ceruleus está fisiologicamente dependente tanto de receptores α2-adrenérgicos como de receptores opióides, ou seja, a inibição da sua actividade pode ocorrer por qualquer dos mecanismos, actuando obviamente sobre receptores diferentes.

Os α2 agonistas, actuando sobre receptores adrenérgicos repõem rapidamente a inibição das vias noradrenérgicas do lacus ceruleus, fazendo parar as manifestação que constituem o quadro de privação. Por outro lado, tal como os opiáceos, também os α2 agonistas possuem um efeito depressor sobre as vias excitatórias descendentes para os neurónios préganglionares simpáticos. Estes neurónios medulares, do mesmo modo que o locus ceruleus, têm receptores dos α2 agonistas e opióides e esta acção inibidora dos α2 agonistas a nível medular contribui para o controlo dos sintomas vegetativos do síndrome de privação dos opiáceos.

[editar] Tratamento por Antagonistas Opióides

Antagonistas opióides como a nolaxona e a naltrexona (de acção mais prolongada) são moléculas que bloqueiam os efeitos da heroína (e de qualquer outro opióide) impedindo a sua conexão a receptores opióides dado que têm alta afinidade para estes receptores, mas a conexão ligando-receptor não causa a activação destes. São, por isso, muito utilizados em tratamento de overdose de heroína e têm vindo a ser utilizados em conjugação com outras terapias pois causam a diminuição da duração do quadro de privação.

No entanto, e apesar de diminuírem a duração do quadro de privação, os antagonistas opióides parecem também aumentar a intensidade destes mesmos sintomas. Desaconselha-se o uso destes antagonistas que teem fortes efeitos secundários que podem levar o paciente a uma morte certa.Estão documentados dezenas de casos de mortes provocadas directa e indirectamente por estes antagonistas-é preferivel o uso da metedona como recurso terapeutico.

[editar] Tratamento com Benzodiazepinas

A utilização de benzodiazepinas, fármacos ansiolíticos, que se destinam a controlar a ansiedade, serve de forma geral para sustentar outras formas de tratamento. A sua utilização deve-se ao facto da ansiedade ser provavelmente a componente clinicamente mais importante do quadro de privação de opiáceos, o pior tolerado e o facto mais frequentemente envolvido em recaídas. Embora acompanhe a privação de opiáceos, deriva de mecanismos diversos de natureza psicológica advindo assim a necessidade de associação de benzodiazepinas a outras terapias.

No entanto, a sua utilização deve ser cuidadosa dado serem também causadoras de dependência e, muitas vezes, indivíduos dependentes de heroína estão também dependentes de benzodiazepinas.

Normalmente os toxicodependentes tomam este tipo de substâncias para aumentar os efeitos da própria heroína, por isso por vezes poderá não ser o tratamento mais indicado. Para os toxicodependentes que demonstrem verdadeira vontade de suspender os consumos de heroína existe um medicamento chamado "Suboxone" que substitui com grande eficácia a heroína e tem efeitos terapeuticos semelhantes às benzodiazepinas tal como o "Serenal".

[editar] Tratamentos com Sedativos ou Anestesia Geral

Estes tratamentos baseiam-se na desintoxicação de doentes dependentes de heroína usando antagonistas opióides enquanto os doentes se encontram sob o efeito de sedativos ou anestesia geral sendo um método rápido e, portanto, designado de desintoxicação ultra-rápida de opióides (UROD).

Tem várias potenciais vantagens que passam pela:

* Aceleração do processo de abstinência por inibição de ligação dos agonistas aos receptores opióides permite uma hospitalização menos prolongada, havendo uma diminuição de custos
* Melhoria da aceitação da abstinência por parte do doente no decorrer das fases iniciais do tratamento resultado de um maior conforto que é devido à acção dos sedativos ou amnésia.

Este método tem, no entanto, fortes contra-indicações pois traz graves efeitos secundários como uma ocorrência pronunciada de vómitos intensos.

[editar] Epidemiologia da toxicodependência


Opiáceos

* Alfentanil
* Buprenorfina
* Codeína
* Di-hidrocodeína
* Fentanil
* Heroína
* Metadona
* Morfina
* Nalbufina
* Oxicodona
* Petidina
* Remifentanil
* Sufentanil
* Tramadol

Calcula-se que 1% ou 2% dos adolescentes consomem esta droga, mas esta percentagem varia com o país ou região. Ultimamente, após muitos anos de predomínio da cocaína o consumo de heroína tem vindo a tornar-se "moda", muitas vezes em associação com a própria cocaína, uma associação particularmente danosa.

[editar] Tráfico e custos sociais da Heroína

A heroína é uma droga proibida por lei em todos os países. É produzida a partir do ópio extraido de bolbos de papoilas opiáceas. O Afeganistão é o maior produtor do mundo, produzindo 86% (2004) do ópio usado; outros países produtores são o Paquistão e a região do triângulo dourado: Birmânia, Tailândia, Vietname, Laos e província de Yunnan na China. Ultimamente os traficantes latino-americanos de cocaína têm investido no cultivo do ópio, e começa a haver produções significativas na Colômbia e no México, que já detêm a maioria do mercado dos EUA. A colheita de 2003 terá rendido aos seus cultivadores cerca de 2,8 bilhões de dólares americanos.

O QUE É ...HEROÍNA?

A heroína é uma droga do grupo dos opióides, também conhecidos como analgésicos narcóticos. Outros opióides como o ópio, a codeína e a morfina são substâncias naturalmenteextraídas da papoula. A heroína é derivada da morfina e codeína. A heroína é uma substância depressora do Sistema Nervoso Central sendo capaz de alterar as senações de prazer e dor. Na sua forma pura, é encontrada como um pó branco facilmente solúvel em água.

POR QUE É USADA?

É usada com o objetivo de aumentar a auto-estima e diminuir o desânimo. Os opióides em geral são usados para diminuir sensações como dor e ansiedade.

COMO ELA É CONSUMIDA?

A heroína pode ser injetada, inalada ou fumada. Uma injeção introvenosa provoca maior intensidade e início de euforia mais rápido (7 a 8 segundos), enquanto a injeção intramuscular causa a sensação mais lentamente (5 a 8 minutos). Quando a heroína é inalada ou fumada o pico do efeito é atingido em 10 a 15 minutos. Todas as formas de uso da heroína causam dependência e tolerância.

A heroína quando usada junto com outras drogas depressoras do Sistema Nervoso Central, como álcool e calmantes, tem seu efeito potencializado. Uma pequena dose de heroína pode rapidamente produzir os mesmos efeitos de uma dose elevada (ou uma overdose) se for combinada com outras drogas.

QUAIS OS EFITOS IMEDIATOS PROVOCADOS PELA HEROÍNA?

Usuários relatam uma sensação de intenso prazer, bem-estar e euforia após o uso da heroína, assim como diminuição de sensações como dor, fome, tosse e desejo sexual. A respiração, pressão arterial e freqüência cardíaca ficam aumentadas à medida que a dose aumenta, fazendo com que o usuário se sinta aquecido, pesado e sonolento.

Altas doses podem causar náuseas, vômitos e intenso prurido (coceira).

QUAIS OS PROBLEMAS CAUSADOS PELA HEROÍNA?

Os usuários de heroína injetável correm mais riscos de contraírem HIV, Hepatite B e Hepatite C ao compartilharem ao compartilharem seringas ou agulhas. Além disso, o uso crônico da heroína pode provocar colapso dos vasos sangüíneos, infecção bacteriana das válvulas do coração, abcessos, doenças do fígado e rins, pneumonias e tiberculose.

O dependente de heroína também pode ter problemas sociais e familiares. Ele torna-se apático, desanimado, perdendo o interesse por sua vida profissional e familiar. A necessidade de doses crescentes da droga pode levar o indivíduo a ter problemas financeiros resultando em mais problemas sociais.

Além disso, sabe-se que é perigoso dirigir após fazer uso da heroína, pois causa sonolência, reduz a coordenação, as reações ficam mais retardadas e a visão pode ser afetada.

QUAIS OS EFEITOS A LONGO PRAZO CAUSADOS PELA HEROÍNA?

O dependente de heroína começa a ocupar cada vez mais seu tempo e energia na obtenção da droga, que se torna a coisa mais importante de sua vida. Além disso, uma pessoa que começa a usar heroína pode rapidamente desenvolver tolerância e precisa cada vez de maior quantidade da droga para obter o mesmo efeito.

Um dos principais prejuízos causados pela heroína é a dependência física e psicológica. A dependência física ocorre quando o corpo se adapta a presença da droga e dependência psicológica é caracterizada pela compulsão ("ter que usar") pela droga. Nestes dois casos, vai haver uso cada vez mais freqüente e de quantidades cada vez maiores da droga. Quando o usuário interrompe o uso da heroína, desenvolvem-se sintomas de abstinência como: diarréia, náuseas, vômitos, cãimbras, dor muscular e óssea, lacrimejamento, perda de apetite, secreção nasal, bocejos, tremores, pânico, insônia, desânimo, movimentos involuntários de pernas, agitação e transpiração. A maioria desses sintomas começa entre 24 a 48 horas após o uso da última dose e diminuem após uma semana. No entanto, algumas pessoas permanecem com esses sintomas por vários meses.

QUAIS OS SINTOMAS DE OVERDOSE POR HEROÍNA?

Respiração muito diminuída (inclusive com parada respiratória), diminuição da pressão sangüínea, diminuição da temperatura coprporal (pele fria), extremidades do corpo podem ficar azuladas, pupilas muito pequenas, os músculos esqueléticos tornam-se flácidos, a mandíbula relaxa-se e a língua cai para trás, obstruindo a passagem de ar. Ocorrem convulsões, coma e posteriormente a morte devido a insuficiência respiratória. Mesmo se a respiração é restabelecida, pode ocorrer morte como resultado de complicações como pneumonia ou choque que ocorre durante o período de coma.

A tríade coma, respiração e pupilas muito diminuídas sugere fortemente intoxicação por opióides.

QUAL O TRATAMENTO DA OVERDOSE?

O primeiro passo é manteras vias aéreas abertas e propiciar ventilção. Naloxona, antagonista dos opióides, pode reverter o quadro de intoxicação.

COMO A HEROÍNA AFETA A GRAVIDEZ?

A heroína pode causar aborto, parto prematuro, baixo peso fetal e morte do feto ao nascimento.

Os filhos de mãe dependente de heroína poderão sofrer a síndrome da morte súbita, sintomas de abstinência logo após o nascimento e problemas durante seu desenvolvimento.

A síndrome de abstinência é muito mais perigosa para o feto do que para o adulto; a abstinência na mulher grávida pode causar morte fetal ou aborto espontâneo.

QUAL O TRATAMENTO DO USUÁRIO DE HEROÍNA?

O tratamento deve incluir:

* Drogas substitutas, como a metadona e naltrexona, que são medicações bloqueadoras dos efeitos da heroína, morfina e outros opióides.
* Apoio psicológico com o objetivo de descobrir por que o indivíduo procurou a droga.

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